Monólogo: longa fala ou discurso pronunciado por uma única pessoa ou enunciador. Composto pelos radicais gregos monos(um) + logos(palavra, ou idéia). É, ao contrário do diálogo, uma conversa consigo. Ele não se dirige direto a um ouvinte, mas sim a uma pessoa imaginária.

Thursday, March 16, 2006

Às vezes reparo no comportamento das pessoas e percebo o quanto somos estúpidos. Perdemos tempo de nossas vidas falando, nos comportando e agindo como se vivessemos para os outros. Falamos o que achamos que o outro quer ouvir, fazemos o que achamos que vai agradar os outros, vestimos o que os outros julgam ser estiloso e às vezes até deixamos de dar uma opinião ou falar algo para o mundo com medo que o outro ache "bizarro".
Não estou falando que no mundo só há pessoas sem personalidade, caráter e estilo próprios. Pelo contrário: muitas, se nao a maioria, têm um estilo, um corportamento, fazem algo original, ou no mínimo tem alguma idéia pra passar para os outros .
Mas para tudo isso há um limite.É isso mesmo. Estamos limitados por uma barreira que nós próprios criamos.
Por exemplo, você está numa balada, todo mundo dançando. Como somos origininais, dançamos todos de jeitos diferentes. Mas, como ao mesmo tempo somos limitados, dançamos do jeito que achamos que o outro considera bonito, sexy e original.Temos tudo para sermos diferentes, fazermos o mais bizarro e louco e acabamos limitando toda essa criatividade para nos encaixar-mos aos padrões da sociedade.
Somos de um jeito que às vezes nem nós mesmos sabemos que somos. Podemos ser criativos, estilosos, com as personalidades mais fortes, mas nunca vamos deixar transparecer para o outro quem somos de verdade.Nunca vamos dançar na balada como dançamos nos nossos quartos, nunca vamos cantar para os outros como cantamos no chuveiro, e nunca vamos falar tudo o que pensamos, só de imaginar a cara do outro ao ver as nossas "bizarrices".E sem perceber acabamos sendo estúpidos.
Nossa verdadeira criatividade, estilo, opiniões, ou seja, o jeito que nós realmente somos, acaba onde começa o julgamento do outro.Estamos limitados.

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