Monólogo: longa fala ou discurso pronunciado por uma única pessoa ou enunciador. Composto pelos radicais gregos monos(um) + logos(palavra, ou idéia). É, ao contrário do diálogo, uma conversa consigo. Ele não se dirige direto a um ouvinte, mas sim a uma pessoa imaginária.
Sunday, May 21, 2006
Um desabafo...
E tudo corre bem. Mas sempre tem aquele probleminha, aquele porém. Acho que tá faltando objetivo. Um estimulante. Para orientar. Para ajudar. É tanto desapego ao que não interessa. Mas não é que é ruim. É desapego ao inútil. Não estou me fechando ao conhecimento. Só tenho medo de perder tempo com coisas que não são importantes. Para o que sou agora. Para o que serei um dia. E gosto de tanta coisa. Tantos livros para ler. Tantas coisas a fazer. Tantas pessoas que passaria horas conversando. Tudo isso que me acrescentaria. Que poderia aumentar. Tantos estimulantes. Sem querer os perco. E somem. E escorregam. Pesa muito. Deixa mal. Deixa com raiva. Indignação. Aí vem os de lá. Os que não entendem. Que pensam que cálculos preenchem. Ajudam, mas não preenchem. Aceito a ajuda. A preocupação. Só não aceito excessos. O que tanto vem e que na verdade é vazio. Que não me deixa construir. Que pára. Estabiliza e não acrescenta. Os padrões nunca serão atuais. As idéias da sociedade também. Muito menos o que ela impõe. Por isso que sempre ocorrem rebeliões. Revoluções. Aí só depois muda tudo. E quando pensa que atualiza, acontece o mesmo. É um ciclo. Nunca as idéias da sociedade estarão a frente dos revolucionários. Portanto, começo hoje a minha revolução. Vou andar pra frente. Não quero parar. Perder. Ninguém quer. Fazer o que me vai fazer. Lotar a minha cabeça de informações. Cultura. Arte. Atualidades. Mártires. Revolucionários. Serei o que nasci pra ser. O que quero ser. O que me faz seguir por um caminho alternativo. Sem revoltas. Sem guerra. Sem briga. Fazer a minha paz. Me fazer.
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